Crianças em quarentena: 5 dicas para a seletividade alimentar

Crianças em casa, mudanças drásticas na rotina e as consequências são mudanças nos comportamentos que podem estar prejudicando a saúde da infância.

Muitos pais têm relatado o aumento da seletividade alimentar dos seus filhos neste período de pandemia e é claro que isso é compreensível. Se para nós adultos as mudanças foram tão significativas, muito mais para as crianças…

Aqui vão cinco dicas para trabalharmos em casa que podem auxiliar nesse processo!

  • Traga a criança para a cozinha! A cada preparação das refeições, convide-a a estar junto e participar ativamente em alguma atividade compatível ao seu desenvolvimento, seja buscando ingredientes, misturando-os, fazendo um suco ou temperando uma salada. A criança se sente parte do processo, se sente importante, sente o pertencimento.
  • Valorize cada passo! Colocar no prato o ingrediente que a criança não come já é uma conquista. Tocar nesse alimento, levá-lo a boca… tudo são pequenos passos que levarão a criança a modificar o comportamento. Respeite o tempo dela e celebre cada vitória.
  • Agregue valor nutricional àquilo que a criança já come. Substitua uma farinha branca por integral, acrescente grãos, aveia, linhaça, quinoa… Se ela gosta de panquecas, faça-as coloridas utilizando espinafre, cenoura ou beterraba. Se ela gosta de farofa, acrescente algum legume ou grão. Com base naquilo que ela já gosta, podemos ampliar o paladar de maneira gradativa.
  • Coma junto com a criança! Escolha pelo menos uma refeição em que possa sentar-se com ela para comer. As obrigações do dia a dia nos fazem perder esses momentos que são de grande troca, de possibilidades, de acolhimento. Ela observa e imita os comportamentos daqueles que ama, então é muito importante aproveitar esse momento. Cuidado para não dar a comida e depois comer separado, comam juntos.
  • Paciência! Sim, paciência. Pode ser que seja só uma fase, onde a criança logo estará readaptada, mas pode ser que a seletividade permaneça por um longo período. Então sejamos persistentes para que a criança aos poucos compreenda esse processo e retome seus hábitos alimentares.

Por Amanda Puly

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