Para você, qual a relação entre aceitação e autismo?

Diante de muitas famílias que descobrem o diagnóstico de autismo em algum de seus filhos, permeia a esperança de que terapias e medicações corretas irão curá-lo deste mal.

Muitas pessoas ainda não compreenderam o que é este espectro, mesmo convivendo diariamente com ele. E a falta desse entendimento prejudica o desenvolvimento dessas crianças, assim como seu relacionamento com outras pessoas.

Eu sei que essas crianças são muito amadas. Sei também que seus pais fazem qualquer coisa para que seus filhos sejam felizes.

O autismo é um funcionamento cerebral diferente. Ele está presente em cada célula do corpo da pessoa diagnosticada, faz parte dela como um todo.

Então, por favor, mude o foco da criança “normal”, do comportamento “padrão”, do desenvolvimento “típico”, e lute para que seu filho seja saudável e feliz dentro de suas próprias características. Acredite, é possível ter um filho saudável, feliz e autista!

Comorbidades relacionadas ao autismo devem ser tratadas, mas crianças não são modeláveis como bonecos de massinha…

Aceitar o autismo é parar de tentar removê-lo e aprender a conviver da melhor forma com ele. Não podemos esquecer que esta criança um dia será um adulto e que viverá em uma sociedade não tão compreensiva. Por isso é importante crescer sem ter vergonha de si mesmo, conhecendo seu valor como ser humano, independente de qualquer laudo.

Queremos nossos filhos felizes e seguros de si, conhecendo suas limitações e também suas potencialidades. Aceite, ame, oriente. Ensine a superar obstáculos. Transforme vidas positivamente. Liberte-se da ideia de que seus filhos não são perfeitos.

E não esqueça de mostrar ao mundo que aceitar é também entender que à frente do autismo existe um ser humano com seus próprios interesses, objetivos, opiniões, vontades e que ama sua própria vida!

Por Amanda Puly

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