A culpa não é da baleia

A televisão e as redes sociais só falam disso, é o assunto do momento: os pais estão preocupadíssimos com o tal “jogo da baleia azul”. Um jogo virtual que se estende à vida real, onde jovens são desafiados diariamente com atividades perigosas e ao final devem tirar a própria vida.

As autoridades estão ativamente atrás dos criadores e incentivadores deste jogo, mas será que essa busca pelos culpados irá resolver o problema?

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, o suicídio é a segunda principal causa de mortes entre jovens (entre 15 e 29 anos), perdendo apenas para o trânsito. E não, a culpa não é da baleia. Ela foi apenas mais um gatilho. A adolescência é uma fase complicada, de busca pela identidade, pelo autoconhecimento e pela constante aceitação.

A internet não perdoa. Logo surgiram muitas piadas sugerindo que o que falta a esses jovens são limites ou até mesmo o que fazer. Será mesmo?

O que afasta e mata os jovens é a falta de diálogo, a ausência de carinho, a frieza no dia a dia, o tanto faz. A indiferença forma abismos entre as pessoas. E todo esse vazio vai sendo preenchido pelos celulares, computadores ou qualquer outra fonte de isolamento.

Que todo esse destaque ao menos sirva de lição àqueles que sobreviveram e que ainda estão preocupados com seus filhos: olhem para eles, procurem conhecê-los verdadeiramente, façam-se presentes!

Por Amanda Puly

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