8 coisas que gostaríamos que professores de crianças com autismo soubessem

Ser o professor responsável pela educação de uma criança com autismo é um grande desafio, já que a grande maioria destes profissionais precisa inseri-la em sala de aula mesmo sentindo não ter formação suficiente para isso, nem receber o suporte adequado.

O melhor caminho então para compreender e ajudar esse aluno é abrindo o canal de comunicação com seus pais. A família possui informações valiosas sobre as condições e comportamentos peculiares da criança, que precisam ser compartilhados nessa relação família-escola.

Apesar das crianças se comportarem de maneiras diferentes em ambientes diferentes (casa e escola), aqui deixamos 8 coisas que os pais gostariam que os professores de seus filhos soubessem:

  1. Não tenha medo do diagnóstico, mesmo que ele seja algo desconhecido para você. Uma criança com autismo continua sendo uma criança.
  2. Cada criança com autismo é diferente das demais, assim como as crianças sem autismo. Logo, algo que funciona com uma, pode não funcionar com outra. Não existe apenas uma fórmula!
  3. Uma grande dificuldade de aprendizado não significa falta de vontade de aprender. Então, para que um aluno não desanime e acabe desistindo, é importante que o professor mantenha-se perseverante. Existem muitas formas de ensinar um mesmo conceito, você só precisa achar o melhor caminho!
  4. O estresse emocional em mães de crianças com autismo já foi comparado ao de soldados em combate (Journal of Autism and Development Disorders). Essas mães empenham mais horas por dia no cuidado com seus filhos e também sofrem mais interrupções no trabalho. Estão mais cansadas e têm mais chances de desenvolver problemas de saúde físicos e psicológicos. Por tudo isso, pedimos apoio, paciência em compreensão quando precisarem nos atender em alguma queixa ou reivindicação.
  5. A inclusão acontece quando damos oportunidade para que a criança se desenvolva e tenha sucesso, independente de suas dificuldades. É muito provável que essa criança precise de adaptações em seu material ou sua rotina que, acredite, não são frescuras.
  6. Pode  ser que a criança tenha uma área super avançada em seu desenvolvimento e uma grande lacuna em outra. É este equilíbrio que precisa ser trabalhado.
  7. As questões sensoriais são realmente importantes para alguém com autismo, então seu rendimento escolar pode ser melhor ou pior em função ambiente onde ela será inserida.
  8. Família e escola são uma parceria. Será muito difícil algo funcionar sem essa rede de apoio, formada por pessoas que confiam e acreditam no potencial da criança.

A escola pode ser um lugar incrível para o desenvolvimento integral dos alunos com autismo. Pequenas mudanças fazem uma enorme diferença! E o professor pode ser o agente transformador que este aluno tanto precisa!

Por Amanda Puly

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