Como é viver com autismo? Entenda através de outra perspectiva!

Você imagina como é viver com autismo? Quer entender através de uma nova perspectiva?

Comunicação

Imagine viajar para um país onde a língua nativa é totalmente diferente da sua. Imagine o quanto seria difícil compreender o que todos estão falando e se fazer entender também. Você pode utilizar todos os recursos disponíveis: gestos, imagens, sinais… ainda assim será difícil se comunicar. E se as outras pessoas não falarem pausadamente? Se não lhe derem um apoio visual?

Mesmo quando você conseguir compreender e se arriscar em algumas palavrinhas, precisará de muito tempo e paciência para entender o duplo sentido, as piadas e as sutilezas sociais. Talvez nunca chegue a entender.

Inflexibilidade e rotinas

Quem não gosta de sair da rotina de vez em quando? Viajar para um lugar diferente, acordar mais tarde…  Mas poucas são as pessoas que vivem bem sem uma rotina estruturada. É difícil se sentir confortável quando algo não sai como planejado, quando você sai de carro sem saber o destino, ou até em situações mais corriqueiras como mudar a marca do sabão em pó ou da sua comida preferida. Pense então quando acaba a luz bem no meio do seu programa favorito. A mente da pessoa com autismo é inflexível, não existe um ‘plano B’.

Hipersensibilidade

Talvez você não goste da sensação das unhas arranhando o quadro negro, só durma com seu cobertor pesado ou fique enjoado ao ler em um carro em movimento. Lembre-se então quando um vizinho seu ouviu músicas altas que não te agradaram. Para quem tem hipersensibilidade, as sensações se acumulam em uma intensidade MUITO maior. Todo cheiro fica mais forte, os sons se misturam, os temperos ficam mais acentuados, as etiquetas e toques incomodam, etc. E no meio de tantas sensações fortes acumuladas, é fácil ficar estressado, não acha?

Habilidades sociais

Você já precisou conversar com alguém com quem não tinha intimidade ou que faltaram assuntos? Já teve momentos em que preferiu ficar em silêncio, talvez um pouco sozinho? Mesmo as pessoas com autismo têm capacidade para desenvolver habilidades sociais. Elas só precisam ser ensinadas a conviver/interagir e ser respeitadas em seu direito de ficar só.

Estereotipias

Quem aí treme a perna, rabisca papéis ao falar no telefone ou fica girando a caneta durante uma reunião? Alguns movimentos repetitivos às vezes nos deixam confortáveis, não é mesmo?

Interesse restrito

Todo mundo tem um assunto de interesse, algo que goste de falar e investigar. A gente é capaz de falar por horas sobre alguma coisa que goste muito. Nossa paixão pode se tornar nossa profissão: dentista, professor, arquiteto, contador, advogado… Ou nos faz craques em algum esporte. Ou nos leva a abrir o próprio restaurante. O fato é que, quando algo nos interessa, gostamos de ler, estudar, conversar, procurar vídeos no YouTube. E isso todos têm, em maior ou menor intensidade.

Agora imagine se todos dissessem que você não consegue, que você é diferente, que você é incapaz…

Sabe de uma coisa? Todo mundo tem um pouco de autismo! E para compreender o espectro basta um pouco de empatia para mudar a perspectiva e enxergar através de outro ponto de vista!

Por Amanda Puly

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7 Comentários

  • Posted 4 de Fevruary de 2017

    jocilene n martins

    Oi sou mãe de autista ja com 29 anos um menino num corpo de homem fomos bem sucedidos em educar nosso filho tivemos muita ajuda de profissionais ótimos,sinto não ter tido acesso a tanta informação como hoje muitos erros e culpa teriam sido evitados mas ainda tiro proveito de muita coisa que vc escreve ,e compartilho para que todos possam saber entender pelo menos um pouco deste universo do autista vasto.Obrigada

    • Posted 4 de Fevruary de 2017
      Amanda Puly

      Amanda Puly

      Oi Jocilene! Obrigada pelo carinho! Realmente hoje temos muito mais recursos, imagino o quanto deve ter sido difícil a sua jornada… Mas acredito também que você tenha muito a compartilhar também! Quando quiser participar, será muito bem vinda! Um beijo!

  • Posted 4 de Fevruary de 2017

    Luzinete

    Amei!
    Explicou de forma simples o que pode ser um mundo de complexidade para quem está de fora!
    Parabéns!

  • Posted 2 de Abril de 2017

    Claudia Azevedo

    Gostaria de receber mais informações

  • Posted 17 de Abril de 2017

    SARA

    Olá sou mãe afetiva de Heitor e Radasha gemeos de 5 anos, filhos biologicos do meu marido, a mãe morreu no parto e eu ao casar com meu marido adotei. Heitor é autista. Uma luta enorme nesse universo até então desconhecido, ele fala limitadamente.Minha maior dificuldade hj é a a escola, ele já passou por varias mas n se adequa, aliás as as escolas n se adeuquam aele. Éextremamete carinhoso, inteligente e comigo é se comporta bem, mas qd nao estou é tudo muito triste

    • Posted 17 de Abril de 2017
      Amanda Puly

      Amanda Puly

      Olá Sara! A dificuldade com inclusão escolar é em quase 100% dos casos. Acho que nunca encontrei uma mãe que não tenha passado por essa dificuldade… Parabéns pelos pequenos, parabéns por aceitá-los de coração como seus filhos. Com certeza sua recompensa será muito maior. Aprendemos muito com nossos filhos, sejam eles especiais ou não, de sangue ou do coração. Nos ensinam mais sobre a vida do que nós a eles. Um beijo, e mantenha-se sempre perseverante!

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