Como podemos tornar o mundo mais inclusivo para pessoas com deficiência?

Segundo a Organização Mundial da Saúde, existem mais de 1 bilhão de pessoas com algum tipo de deficiência em todo o mundo. Pense então se somarmos a essas pessoas suas famílias, amigos, professores e outras pessoas próximas. Pessoas com deficiência sempre existiram e sempre existirão. Mas o maior obstáculo para essas pessoas não é a deficiência em si, mas o preconceito, a discriminação e o descaso, que na maioria das vezes resultam da falta de informação. A falta de conhecimento gera o medo, que acaba se manifestando na opinião errada de algumas pessoas e em atitudes ultrapassadas.

Eu tenho um filho com autismo, que tem um potencial ilimitado. Ele pode ter um futuro brilhante e eu realmente acredito nisso. Mas ainda vemos casos de pessoas com deficiência sendo subestimadas, maltratadas e desvalorizadas. Recentemente vimos mais casos de pessoas usando o termo “autista” como algo pejorativo. É a luta das famílias dando um passo à frente, mas a sociedade dando um passo para trás. Com certeza ainda há muito trabalho pela frente.

A inclusão é uma atitude, que abraça e aceita todos os indivíduos, independente de suas características, como um membro valioso de uma família, de uma escola, de um parquinho, de uma comunidade, de uma igreja, de uma sociedade. Nas escolas, a inclusão envolve a prestação de serviços e o suporte adequados para que uma criança possa ser bem sucedida em um ambiente de ensino regular. Muitos direitos foram conquistados a despeito disso, mas muito pouco se vê na prática. Além disso, se as crianças puderem crescer convivendo com autismo, síndrome de down e outras deficiências em suas escolas regulares, elas estarão muito mais propensas a praticar a inclusão ao longo de suas vidas.

O preconceito que gera descriminação e bullying é um outro ciclo que deve ser quebrado. As crianças precisam crescer compreendendo e aceitando que a deficiência é parte natural da vida, e que não é necessário sentir medo ou pena. Tudo aquilo que não temos contato ou desconhecemos, gera medo e desconfiança. Por isso é tão importante ter esse contato desde sempre.

Não seria lindo se todos nós tivéssemos a oportunidade de crescer convivendo com amigos com alguma deficiência? Quanto aprendizado! Provavelmente encontraríamos muito mais semelhanças do que diferenças. E quando as pessoas se sentem valorizadas e respeitadas, independente de suas condições, elas transcendem limites.

Por Amanda Puly

 

“Se ensinarmos às crianças a aceitar a diversidade como algo normal, não será necessário falar de inclusão, e sim de convivência.”

(Autoria desconhecida)

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