A arte de bagunçar!

Todas as crianças têm qualidades e talentos únicos, mas tem um que é comum a todas: a arte de bagunçar! Antes de ter filhos, é fácil ter uma casa arrumadinha. Mas desde que meu primeiro filho começou a andar, confesso que não consigo manter a ordem por mais do que alguns minutos.

Ter uma criança em casa é viver num ciclo vicioso entre tropeçar em muitos brinquedos espalhados pelo chão, guardar tudo, ver a criança com as roupas sujas, trocar, limpar, ficar assustado com a bagunça, tentar arrumar de novo e ver tudo fora de ordem outra vez.

Bagunça não é falta de disciplina. Ela estimula os sentidos, o aprender, o recomeçar. Depois da brincadeira, é só arrumar! Às vezes por bem, às vezes não. Mas é tão simples! Triste é não poder brincar porque a preocupação com a limpeza da casa é maior.

As crianças, especialmente as pequenas, precisam explorar o ambiente com todos os seus sentidos. Quanto mais ricas forem as experiências sensoriais que vivenciarem, mas rico será o seu desenvolvimento. Brincadeiras exploram texturas (argila, pintura, areia), ensinam a relação de causa e efeito (misturar cores de tinta ou massinha), bem como tamanho, forma, temperaturas, e muitos outros conceitos.

Derrubar no chão, deixar a imaginação fluir, subir na cama, pular, fazer uma cidade com todos os brinquedos do baú… fico cansada só de pensar! Mas e se ele comer terra? E se cair quando estiver subindo na árvore? Quanto mais ‘não’, ‘pare!’ ou ‘tenha cuidado’ a criança ouve, mais oportunidades ela perde.

Nada pode substituir a diversão e aprendizagem de uma infância cheia de experiências. Não consegue ver bagunça ou tantas coisas fora do lugar em sua casa? Use um mantra! É apenas biscoito. Depois é só varrer. São canetinhas laváveis. Depois dá para pintar. Eu vou sobreviver.

Por Amanda Puly

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