Açúcar não é comida de criança!

O paladar da criança é formado desde a introdução dos alimentos. A partir dos 6 meses de idade, quando a criança começa a experimentar os primeiros alimentos além do leite materno, é que começam a se desenvolver seus hábitos alimentares. Até os dois anos de idade, a Sociedade Brasileira de Pediatria orienta que não sejam oferecidos à criança alimentos que contenham açúcar. Isso inclui gelatina, sucos de caixinha, iogurtes adoçados, petit suisse, bolachas (mesmo as sem recheio, como as de maisena), achocolatados, sucos em pó, sorvetes e vários outros produtos industrializados, que são ricos em açúcar.

É claro que tudo que tem açúcar é mais fácil de comer. E comer em excesso! Mas o doce não precisa fazer parte do dia a dia da criança, nem como sobremesa. As guloseimas, além de não terem valor nutricional, tiram o apetite e educam de forma errada o paladar que está se formando.

O ideal é sempre oferecer frutas à criança. Deixá-la tocar, cheirar, brincar, lamber, experimentar. Mesmo na fase em que a criança come os alimentos em forma de papinha, procure não misturar as frutas. Deixe que ela descubra os sabores e texturas e se acostume com cada um.

Os alimentos in natura também possuem açúcar, que será o responsável por nutrir o corpo da criança e fornecer energia para brincar, engatinhar, correr, jogar bola, etc.

Depois dos dois anos de idade, fica cada vez mais difícil controlar o que elas comem. Inevitavelmente experimentarão os alimentos que tanto evitamos. É importante limitar o consumo destes alimentos às ocasiões onde não podemos fugir (como festinhas de aniversário). Em casa, continue incentivando o consumo das frutas, oferecendo sucos sem adoçar e evitando os industrializados. Para fazer receitas que levam açúcar, prefira usar o mascavo ou o demerara orgânico, que são um pouco mais saudáveis.

Aqui em casa o refrigerante não tem vez. Meus filhos cresceram com esse costume e não consomem de jeito nenhum, nem em festas. Aquilo que estimulamos no cotidiano é que formará os hábitos. Ensine diferente!

Guloseima não é sinônimo de carinho. Estimule os hábitos saudáveis desde sempre!

Por Amanda Puly

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