Autismo: um transtorno sem face

Sem alterações nas características físicas e com sintomas que vão crescendo silenciosamente, o autismo é um distúrbio do desenvolvimento cujas informações vêm sendo difundidas a cada dia mais. Graças à propagação e multiplicação dessas informações, os diagnósticos estão sendo feitos cada vez mais cedo, o que é fundamental para o desenvolvimento da criança dentro do espectro.

A informação faz com que pais e profissionais estejam mais atentos aos sintomas que, no início, podem parecer “coisas de criança” ou “o jeitinho dele”, surgindo sutilmente.

Um bebê fisicamente perfeito, mas que não se comunica pelo olhar, que não estende os bracinhos. A mamãe faz sons e caretas, mas ele não tenta imitar. À medida que o tempo passa, as primeiras palavrinhas não vêm. Observa-se uma criança que brinca de maneira diferente, que prefere ficar sozinha. “Será que ele escuta bem?“, parece não ouvir quando chamam seu nome. No seu primeiro aniversário, chorou muito, se escondeu, tapou os ouvidos na hora do “parabéns”. Quer assistir sempre o mesmo desenho. Parece não ter medo, se colocando em situações de perigo o tempo todo. Decorou todas as letras do alfabeto muito cedo. É obcecado por cavalos. Conhece todas as bandeiras. Aprendeu a ler sozinho, antes dos 2 anos. Mas tem a aparência tão normal…

Uma grande irregularidade entre um desenvolvimento e outro. De um lado, uma excepcionalidade; de outro, um grande atraso. Os profissionais ainda se surpreendem com tamanha desproporção no desenvolvimento. E os pais incessantemente tentando compreender.

ELE TEM AUTISMO? NEM PARECE!

É muito comum pais de crianças com autismo ouvirem isso. Principalmente quando o grau é mais leve.

A verdade é que o autismo não escolhe família, religião ou condição social. E não, não parece mesmo! A criança é comum, perfeitinha, tem braços e pernas, pode ver, ouvir, correr, pular, igual a tantas outras. Os sintomas do Transtorno do Espectro Autista (TEA) são internos, mentais, comportamentais e sociais.

Buscar ajuda profissional é muito importante assim que os pais percebem qualquer sintoma que possa levar ao diagnóstico de TEA. Essas crianças precisam de ajuda o quanto antes! O autismo é uma deficiência invisível, por isso a busca dos pais pelo conhecimento é fundamental! Acima de qualquer terapia, são eles que estarão convivendo com a criança e atuando como seus terapeutas diariamente, para que assim ela deixe de ser invisível.

Por Amanda Puly

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