Sobre crianças e o abismo da baixa autoestima

Crianças com agenda de adultos e com o tempo de folga preenchido por televisão, internet e vídeo game. Precisam se alfabetizar cedo, se desenvolver precocemente, entender de celulares e computadores…

A família inteira está em casa, mas todos estão sozinhos. E aquela história de que a família é lugar de afeto, de carinho, de atenção? Ninguém parece ter tempo.

Tudo isso tem contribuído para crianças com autoestima cada vez mais baixa, queda no desempenho escolar, problemas alimentares ou de sono, irritabilidade e até casos de depressão infantil.

 

E como podemos prezar pelo bem estar dos nossos filhos para que este mal não atinja mais e mais crianças?

  • Disciplina é importante, mas com gentileza. Descontar o nosso estresse acumulado nas limitações dos nossos filhos não os ajudará em nada. Gritos não educam, somente a paciência e o amor são capazes de transformar.
  • Delegue responsabilidades! A criança precisa se sentir útil, necessária. Ela não precisa (nem deve) cuidar da casa sozinha, mas pode ajudar a pôr a mesa, estender a roupa, arrumar seu quarto.
  • Se observarmos irmãos, primos ou coleguinhas, veremos o quanto as crianças são diferentes! Algumas espontâneas, outras concentradas, risonhas, tímidas… Jamais faça comparações, pois são todas diferentes!
  • Sabe aquela história de aprender com os erros? Já falamos sobre isso aqui… Se seu filho derruba um copo de leite no chão, por exemplo, não diga: “Você é um desajeitado mesmo!”. Prefira: “O que você tem que fazer agora?”. Usar adjetivos que rotulem a criança fazem com que ela aceite o que está sendo dito e passe a acreditar que não é capaz.
  • Valorize pequenos esforços. Se ele não limpou direito o leite que derramou, tenha paciência. Depois você pode reforçar a limpeza. Mas elogie o trabalho, o esforço. Ele aprenderá aos poucos.
  • Seja compreensivo com os sentimentos dele. Não julgue como tolice se ele está triste, procure entender o que acontece, escutar, dar conselhos.
  • Tempo com os filhos é essencial. Tempo de ouvi-los, de sentar no chão para brincar, tempo exclusivo. E se tiver mais de um filho, tempo exclusivo com cada um deles. Você sabia que em países mais desenvolvidos a legislação permite que a mãe fique mais tempo de licença maternidade? Em países do leste europeu, como a Croácia, o tempo de licença é de 410 meses! (Fonte: BCC Brasil)
  • Cuidado com a culpa! A tendência é cobrir as crianças com presentes e caprichos, para compensar nossa ausência. E aí distorcemos os valores que tanto prezamos em ensinar.

Já percebeu que as pessoas que mais amamos são as que mais brigamos? Antes de reclamar, responder, criticar, pense: Eu falaria assim com um desconhecido?… Desavenças sempre existirão mas depois do conflito precisamos pedir desculpas e voltar à afetividade.

Fique sempre atento às atitudes do seu filho, à mudanças no comportamento. As crianças não sabem demonstrar o que estão sentindo. Procure ajuda profissional sempre que suspeitar que uma queda na auto estima possa evoluir para um quadro de depressão!

Por Amanda Puly

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