Sobre autismo, amizades e relacionamentos

Por Amanda Puly

Acho que a maior preocupação dos pais quando se deparam com um diagnóstico de autismo é sobre o futuro. Como será? Conseguirão trabalhar? Ter amigos? Um relacionamento? Filhos? A resposta é SIM, para todos esses questionamentos! Se conseguirmos estimular o relacionamento social na infância, com certeza os relacionamentos na vida adulta acontecerão naturalmente.

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Uma das características bem marcantes nos autistas é a dificuldade em mentir, dissimular ou disfarçar. Isso quer dizer que ter um amigo autista é ter um amigo verdadeiro para sempre. São sinceros demais em alguns momentos, é verdade. Às vezes podem ser até inadequados, mas não existe nenhuma maldade nisso. E por isso podem não ter uma lista enorme de amigos, mas aqueles que forem escolhidos podem ter certeza que serão privilegiados!

E os relacionamentos?

Sabe aquela história que toda panela tem sua tampa? É bem verdade. O par ideal está por aí, em algum lugar. Mas não adianta ser subjetivo, dar indiretas. Seria perda de tempo.

É comum que a pessoa dentro do TEA tenha dificuldades em compreender emoções também. O conjunto das expressões faciais e corporais pode parecer confuso. Pode ser que ela não reaja ao ver o parceiro chorando, por exemplo. Mas isso não significa frieza ou falta de amor. De jeito nenhum! É apenas uma limitação para entender os sentimentos.

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Mas sabe de uma coisa? Ter um amigo ou parceiro com autismo ao seu lado é uma dádiva! É a certeza de que você nunca será traído ou enganado. Talvez se mais pessoas tivessem essas características, teríamos uma sociedade mais ética, mais humana. Acho que ainda temos muito a aprender…

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