Educação alimentar infantil: Por que é tão difícil?

 

Com tantas informações sobre o que “pode” e o que “não pode”, o que é saudável e o que não é, tenho buscado manter uma alimentação mais adequada em minha casa. Não que eu seja radical, mas quero oferecer comida de verdade, principalmente às minhas filhas.

Mudar os hábitos alimentares é difícil. Na correria do dia a dia, é mais fácil usar comidas congeladas, lanches industrializados, temperos prontos e distrair a criança para que ela coma.

Além disso, ao deparar-se com familiares ou amiguinhos comendo lanches industrializados com frequência, ou fazendo refeições principais em frente à TV ou tablet, é difícil explicar ao nosso filho por que ele não pode. Além disso, há inúmeras propagandas estimulando o consumo de alimentos nada saudáveis.

Pedi “socorro” à nutricionista Adriana de Oliveira*. Segundo ela a solução é simples: “Não vamos comer em frente à TV e pronto! Vamos conversar sobre o dia, o que fez na escola. Falar sobre o que está comendo e a importância de cada alimento. Enfim, apenas comer e conversar, sem música alta, gritos e TV.”

E quanto aos lanchinhos?

Adriana explica que é interessante “fazer comentários com as outras crianças, como: ‘Ah, em minha casa nós fazemos o nosso suco juntos, preparamos o nosso lanche assim, ele é muito mais valioso quando é feito em casa com amor e alimentos naturais’. Dou sempre o exemplo do artificial e do verdadeiro. Dos alimentos, dos amigos, da vida! Que tudo o que é verdadeiro tem muito mais valor.”

O que define um povo é aquilo que ele come!

“Infelizmente vivemos em uma sociedade dos produtos e de pessoas artificiais, na qual os alimentos processados tem muito mais valor, mas temos que arduamente, de sementinha em sementinha, plantar a ideia dos alimentos in natura. O que mais fazemos e repetidamente durante o dia é comer. Então, deveria ser lei ter educação nutricional na escola, ensinar o que é comer corretamente, de verdade! Temos que mudar começando por nossos filhos, desde pequenos.”

*Adriana Oliveira é nutricionista, coordenadora nutricional do Lar Dona Vera, em Curitiba, há 8 anos.

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