O autismo e o desenvolvimento afetivo

Muito se engana quem acredita pessoas com autismo não gostam de carinho. A falta de habilidade social aliada às dificuldades no processamento sensorial (principalmente ligadas ao toque) faz parecer que crianças com autismo não gostam de proximidade e atenção. Mas elas precisam sim! Têm necessidade de ser amadas, notadas, compreendidas, como quaisquer outras crianças. E todo esse apego contribui para seu desenvolvimento afetivo.

Há muitas crianças no espectro que podem parecer indiferentes aos sentimentos alheios, enquanto outras tantas demonstrarão preocupação. Porém, isso não determina a capacidade ou não de amar e possuir empatia. Longe disso! Essa diferença é apenas uma das tantas variações e características desse espectro tão amplo.

O cérebro autista produz pouca ocitocina, que é o hormônio conhecido como “hormônio do amor”. Ela é responsável por atuar nas funções sociais e emocionais. É também o hormônio responsável pelo trabalho de parto e pela produção de leite em mulheres no pós parto.

Um cérebro neurotípico responde aos sinais sociais naturalmente: identifica expressões faciais e compreende regras sociais implícitas. Para pessoas com autismo, essa habilidade deve ser ensinada e estimulada, passo a passo.

À medida que demonstramos nossa compreensão e aprendemos a ouvir com paciência, a criança gradativamente aprende a confiar e demonstrar também seu amor. Não necessariamente se tornará fã de abraços e beijos, mas construirá suas próprias formas de demonstrar afeto.

Podemos estimular a produção de ocitocina oferecendo mais amor. Mais paciência. E o hormônio, por sua vez, irá auxiliar a ampliar as interações sociais, percepção das emoções, demonstrações de carinho. Dentre as tantas terapias indicadas às crianças com autismo, vamos incluir a Terapia do Afeto, o que acha?

Por Amanda Puly

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6 Comentários

  • Posted 18 de January de 2016

    Sandra Maria

    Seu blog foi de muita importância para mim. O ano passado tive um aluno que foi diagnosticado (a mãe revelou) como autista (se não tratasse poderia vir a ser). iniciou o tratamento com remédios, sua idade dois aninhos. Não pude realizar um bom trabalho pois ele faltava muito devido ao acompanhamento multidisciplinar que fazia. Mas esse ano ele retornara no maternal 3 não como meu aluno, mais me interessei muito pelo tema para também auxiliar a professora e a direção.

    • Posted 18 de January de 2016
      Amanda Puly

      Amanda Puly

      Oi Sandra! Como é bom ler esse tipo de comentário! Esse é o intuito, dividir conhecimento para que eles estejam cada vez mais incluídos. Não são muitos os professores que se interessam, então parabéns pela atitude! Indique o site a ela, estou escrevendo algumas dicas para professores que devo publicar em breve. Beijos!

  • Posted 24 de January de 2016

    Makerly

    Adorei o blog, descobri essa semana que minha filha de 1 ano e 6 meses tem síndrome de asperger. Já vou iniciar fono e terapia ocupacional, mas como td é novo, estou adorando ler sobre isso aqui… Bjs

    • Posted 24 de January de 2016
      Amanda Puly

      Amanda Puly

      Obrigada Makerly! Acompanhe nosso site, sempre temos novidades! Beijos

  • Posted 25 de May de 2017

    Márcia Nogueira

    Boa noite! Tudo que faz abordagem sobre o autismo me interessa eu amei!

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