Autismo: Guia do desfralde noturno

Por Amanda Puly

Escrevi anteriormente sobre o desfralde de crianças com autismo e recebi muitas dúvidas com relação ao desfralde noturno.

Algumas dicas importantes para tirar a fralda durante a noite:

  • Ter a criança muito bem adaptada ao uso do banheiro durante o dia;
  • Observar se em alguns dias a criança tem amanhecido com a fralda seca;
  • Estabelecer uma rotina diária para a hora de deitar;
  • Não ingerir líquidos ao menos uma hora antes de dormir;
  • Levar a criança ao banheiro antes de deitar e já no que acordar pela manhã;
  • Durante a noite, levar a criança ao banheiro uma ou duas vezes e ir reduzindo com o passar dos dias;
  • Muito reforço positivo (elogios, prêmios) quando a criança amanhecer sequinha;
  • Não castigar caso ocorram escapadas. Apenas sinalizar o ocorrido.
  • Muita paciência, pois pode demorar mais que o esperado.

Meu filho ainda é novinho, então as experiências que divido em geral são para a fase inicial do autismo, quando conseguimos um diagnóstico precoce. Mas tenho recebido dúvidas de mães com filhos maiores e não poderia deixar de ajudá-las, então chamei reforços!

As dicas abaixo são colaboração da Luciene de Oliveira Vianna, fundadora e diretora do Centro Conviver aqui em Curitiba, que atende crianças, adolescentes e adultos com autismo desde 1998.

Desfraldar uma criança é uma coisa, desfraldar um(a) mocinho(a) é bem diferente. Quanto maior a idade, mais difícil!

E dependerá também do grau de comprometimento, se ele(a) faz uso de medicamentos para dormir, etc.

Para a noite recomenda-se:

  • Reduzir líquidos após às 19 horas;2015-09-01_11.56.51
  • Levar ao banheiro antes de deitar e pelo menos uma vez durante a madrugada;
  • Assim que acordar, levar ao banheiro;
  • Quando a pessoa tiver compreensão, usar muito reforço;
  • Caso molhe a cama, deve participar da lavação da roupa e pijamas, sinalizando sempre que molhou a cama.

Importante: a idade é um fator que compromete, por isso é necessário avaliar as condições da criança: se é verbal, se usa medicamentos, como usa o banheiro durante o dia, o grau de autonomia, etc.

Lembrando que o espectro é muito amplo, então as crianças podem apresentar sintomas diferentes, reagir de forma diferente e precisar de ajuda de forma diferente. O acompanhamento profissional é sempre importante!

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